terça-feira, 30 de março de 2010

Igreja Católica e abusos sexuais! O "começo do fim" da Igreja?


Os casos de pedofilia recentemente descobertos na Alemanha, Holanda, Áustria, Brasil, Irlanda, e etc., apenas mostram a fragilidade da Igreja Católica diante do mundo moderno. De forma um tanto impressionante o Papa parece querer manter a instituição de maneira arcaica, e os seus recentes ganhos na política religiosa de aproximação com as outras igrejas foram obscurecidos devido aos escândalos.

O “vigário de Deus na Terra”, esquecendo o gigantesco “teto de vidro” da Igreja Católica, continua minimizando o papel da mulher na sociedade, condenando a homossexualidade, se opondo ao uso da camisinha e mantendo firmemente a política contrária ao aborto. A Igreja propõe a integração, mas desintegra tudo.

O maior problema relativo ao que Sua Santidade pode fazer ou aconselhar, nos recentes casos de abuso sexual cometidos por padres, é o seu papel no comando da “Congregação para a Doutrina da Fé” (antiga Inquisição) no passado. Os documentos e ordens expedidas pelo então Cardeal Joseph Ratzinger demonstram de maneira clara como os religiosos devem esconder casos de abuso, e as melhores formas de fazer isso, como intimidação da família da qual a criança foi vítima, por exemplo.

“Deve-se preservar a igreja e abandonar a vítima”, essa tem sido a máxima da política pontifícia.


Parece que os escândalos nos EUA há alguns anos não trouxeram lição alguma para a instituição. Quanto a igreja vai ter que desembolsar dessa vez? Que o Bento XVI reze muito, pois os acordos bilionários feitos por americanos no passado podem voltar a aparecer.

O mais irônico em tudo, é que as “grandes profecias”, ouvidas e alardeadas com afinco nos últimos anos, prevendo a perseguição e destruição da Igreja pelos infiéis, não se concretizaram. A própria Igreja tem preparado a forca, comprando e amarrando a corda em seu pescoço, e o Papa, devido a sua política, é o seu maior carrasco.

-- Thiago Amorim

Para saber mais:





Livro: "Roubaram a Mona Lisa!"

A expressão da Mona Lisa, exposta no Louvre em Paris, traz uma série de perguntas à cabeça de todos que a veem.  O que aquela mulher sentia, quem era, o que fazia? As especulações são muitas e as respostas mais numerosas ainda. Surpreendentemente o sorriso mais famoso do mundo é o mais singelo e contido.

No recente trabalho da escritora R.A. Scotti, somos convidados a adentrar no mundo das artes, das falsificações e das investigações policiais, em busca do destino do quadro mais famoso do mundo, naquele que foi o maior roubo de arte da história. Com seriedade e bom humor, o "passo a passo" dessa história é minuciosamente trabalhado e, por fim, esclarecido.

De Apollinaire e Picasso até o verdadeiro ladrão, Vincenzo Peruggia, e ainda entre as várias histórias que surgiram durante, e após o período em que o quadro ficou desaparecido*, podemos sentir o clamor e o pesar do povo francês por sua perda. A autora é claro, não nos deixa escapar a história da obra e do seu famoso artista, Leonardo Da Vinci.

“Roubaram a Mona Lisa!” é delicioso de ler do início ao fim, deixando “aquele gostinho de quero mais”, sempre presente nas obras de R.A. Scotti.


-- Thiago Amorim

* O quadro foi levado do Louvre em 21 de agosto de 1911, e não se percebeu o sumiço até a manhã seguinte. Foi encontrado em Florença em 12 de dezembro de 1913 e restituído a França em janeiro de 1914.

sábado, 20 de março de 2010

Livro: "Armas, Germes e Aço"

Por que o povo da Eurásia se mostrou mais apto a construir impérios, criar tecnologias e dominar o mundo durante grande parte da história humana? 
Os Eurasianos são melhores que todo o resto da população mundial e, portanto, mais evoluídos?

Os relatos preconceituosos derivados dessas perguntas (até mesmo afirmações) são postos abaixo pelo excelente trabalho do Professor Jared Diamond no seu livro "Armas, Germes e Aço".

Essa obra (que lhe rendeu o prêmio Pulitzer) traz de forma clara e concisa uma explicação simples para a hegemonia eurasiana na história da raça humana.

Segundo seu trabalho, as condições climáticas e geográficas da Eurásia propiciaram o desenvolvimento do que o autor chama de armas, germes e aço: exércitos, doenças e tecnologia, que viriam a ser os meios de dominação utilizados contra as outras regiões do mundo. 

Para os Darwinistas sociais a sua resposta é bem concisa: Os povos que vivem sem um estado definido, com leis e instituições para solucionar os seus problemas, precisam resolvê-los por si mesmos. Então apenas os mais desenvolvidos geneticamente conseguem sobreviver, o que torna os aborígenes australianos, por exemplo, mais evoluídos que os Europeus. 

Seus preconceitos nunca mais terão sentido depois de apreciar esse livro...
Leitura obrigatória para todos! 

-- Thiago Amorim

quinta-feira, 18 de março de 2010

Março

E chegamos finalmente ao mês de março.

Como é de se imaginar, seu nome deriva de Marte, deus da guerra romano.

Sabe-se que a cultura romana foi adaptada de acordo com a dos povos por eles conquistados. Nesse caso, na cultura grega encontra-se o deus equivalente a Marte em Ares.

O mês tem esse nome devido a sua importância. Pelo primeiro calendário romano, o ano se iniciava em março, durante a primavera, ocasião perfeita para o início das campanhas militares do Império. Após sofrer diversas mudanças e adaptações (especialmente a realizada pelo Imperador Júlio César) o calendário teve a anexação dos meses de janeiro e fevereiro ao ano. Janeiro passou a ser o primeiro mês, mas em muitas culturas março permaneceu como o início do ano até o século XX, principalmente nas localidades onde o calendário utilizado ainda era o Juliano*.

* O calendário atual é o gregoriano, que se trata de uma adaptação feita pelo Papa Gregório XIII no século XVI. Vários países, principalmente aqueles contrários ao catolicismo romano, não utilizaram esse calendário até épocas recentes, como Rússia e Grécia por exemplo.


-- Thiago Amorim