Os casos de pedofilia recentemente descobertos na Alemanha, Holanda, Áustria, Brasil, Irlanda, e etc., apenas mostram a fragilidade da Igreja Católica diante do mundo moderno. De forma um tanto impressionante o Papa parece querer manter a instituição de maneira arcaica, e os seus recentes ganhos na política religiosa de aproximação com as outras igrejas foram obscurecidos devido aos escândalos.
O “vigário de Deus na Terra”, esquecendo o gigantesco “teto de vidro” da Igreja Católica, continua minimizando o papel da mulher na sociedade, condenando a homossexualidade, se opondo ao uso da camisinha e mantendo firmemente a política contrária ao aborto. A Igreja propõe a integração, mas desintegra tudo.
O maior problema relativo ao que Sua Santidade pode fazer ou aconselhar, nos recentes casos de abuso sexual cometidos por padres, é o seu papel no comando da “Congregação para a Doutrina da Fé” (antiga Inquisição) no passado. Os documentos e ordens expedidas pelo então Cardeal Joseph Ratzinger demonstram de maneira clara como os religiosos devem esconder casos de abuso, e as melhores formas de fazer isso, como intimidação da família da qual a criança foi vítima, por exemplo.
“Deve-se preservar a igreja e abandonar a vítima”, essa tem sido a máxima da política pontifícia.
Parece que os escândalos nos EUA há alguns anos não trouxeram lição alguma para a instituição. Quanto a igreja vai ter que desembolsar dessa vez? Que o Bento XVI reze muito, pois os acordos bilionários feitos por americanos no passado podem voltar a aparecer.
O mais irônico em tudo, é que as “grandes profecias”, ouvidas e alardeadas com afinco nos últimos anos, prevendo a perseguição e destruição da Igreja pelos infiéis, não se concretizaram. A própria Igreja tem preparado a forca, comprando e amarrando a corda em seu pescoço, e o Papa, devido a sua política, é o seu maior carrasco.
-- Thiago Amorim
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