domingo, 14 de agosto de 2011

Odeio o dia dos pais!


Hoje é o dia que todo mundo se confraterniza e visita o pai. Em todos os lugares a festa é grande, há troca de presentes e a felicidade reina. Bem, na minha casa não. E esse é o motivo de odiar o dia dos pais.

Para quem me conhece não é novidade que meu pai não está mais presente. Ele deixou a mim e a minha família há cerca de onze anos, não por vontade própria, mas por capricho do destino. Meu pai tinha 47 anos apenas (na verdade eram 49, mas ele mentia a idade para todo mundo), e morreu de um ataque cardíaco fulminante dois dias depois do carnaval.

A experiência foi traumática e acredito que criei um “bloqueio” para superá-la. Assim, quando meus amigos falam a respeito disso costumo brincar com o ocorrido utilizando o maior grau possível de “humor negro”. Faço brincadeiras, reclamo de diversas situações e o xingo o tempo todo, de forma que todos devem, no mínimo, pensar que o odeio, ou não o respeito. 

O que não demonstro, entretanto, é a falta que ele faz, e a vontade de poder dizer o mesmo que meus amigos: “vou ver meu pai hoje”.

-- Thiago Amorim

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Império e a queda!


Para os especialistas posteriores ao desastre, a queda do World Trade Center trouxe um “despertar” para os americanos daquela década apática que foi a de 1990. O “triunfo” do capitalismo sobre o comunismo, com a dissolução da União Soviética e a queda do muro de Berlim, nessa mesma época, havia trazido paz e segurança para a “América” de tal maneira que alguns desavisados consideraram que “O fim da história” havia chegado.

Algo mais simbólico, entretanto, está por trás da devastação em New York e da destruição das torres. Os milhares de mortos e a chaga na metrópole foram elementos chocantes, mas que denunciaram algo que há muito se achava impossível: O Império não era invulnerável! “O fim da história” não havia chegado, mas o fim da hegemonia política e econômica da nação mais poderosa do planeta talvez sim.

O medo da guerra e da recessão trouxe à tona os problemas que se escondiam por trás das belas cortinas vermelhas, azuis e brancas. Nem tudo era fantástico na terra do “tio Sam”. A queda das torres prenunciou, e agora é que vemos isso, o caminho que os EUA estavam prestes a seguir. O caminho da queda inevitável!

O país do consumo percebeu, tarde demais, que consumo desenfreado não garante desenvolvimento econômico; que expansão do crédito não garante o pagamento dos empréstimos; que a sua “democracia” não é algo a ser imposto; que os povos do mundo inteiro têm o direito de buscar sua forma de governo e de lutar por sua liberdade sem a interferência estrangeira.

A queda do Império é talvez um “sinal dos tempos”. Num mundo em que os rechaçados (entenda-se “emergentes”) são agora exaltados, os EUA perdem cada vez mais espaço na geopolítica mundial. Cabe agora às nações reverem suas posições e seus conceitos. Cabe ao povo tomar consciência desse momento histórico e suas implicações para o futuro.

A ironia da história é que todos os Impérios que já surgiram sobre a face da Terra estiveram no ápice pouco antes do colapso. Talvez haja alguma razão na ideia de que a história se repete...

-- Thiago Amorim