quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mais uma dica da semana: Livro


Uma breve história do mundo


Começando com a quase inútil presença humana na Terra, o autor de “Uma breve história do mundo” mostra de forma bem clara e acessível como o homem transformou o planeta e a si mesmo com o passar dos milênios. A invenção do fogo e da roda, o despertar da agricultura e pecuária, os grandes impérios e as inovações tecnológicas que sacudiram o mundo estão presentes nessa obra admirável.


O livro é sucesso de vendas em diversas partes do mundo, com exemplares esgotados rapidamente. A forma como está articulada é um fator positivo explorado pelo autor, que trata dos temas em separado e ao mesmo tempo misturados. É no fim uma “salada” maravilhosa de fatos e eventos.


A linguagem simples facilita a compreensão dos episódios históricos e consegue prender a atenção até mesmo daqueles que não gostam do tema. A escalada do poder humano e suas formas de dominar a natureza estão muito bem esquematizadas de forma a fascinar o leitor.


Geoffrey Blainey traz uma deslumbrante viagem aos primórdios da história humana, e nos fascina com a caminhada do homo sapiens rumo ao século XXI.

Dica da semana: Filme



A mulher invisível

Quando ouvi falar desse filme me disseram que se tratava de uma porcaria. E me disseram assim mesmo: “porcaria”. Por causa da crítica feita pelo amigo, eu nunca havia visto a película. Contudo, ontem minha irmã chegou a nossa casa e chamou para ver o filme durante o almoço. Eu fiquei receoso em ver, mas assisti junto a ela. E aí foi que pensei: “Nossa!!! Que injustiça com o filme”.

Dei boas gargalhadas do início ao fim. É um filme para ver com amigos, para se divertir mesmo. Conta a história de um rapaz que é abandonado pela esposa e se desespera. Após algum tempo na depressão, cria a “mulher ideal” e passa a acreditar que ela existe de fato. Aí acontecem situações hilárias por causa da “invisibilidade” da moça.

Na história a mulher do apartamento ao lado é apaixonada por ele, e é de fato a mulher ideal que ele procura. O problema é que o cara está tão centrado em relação à “mulher invisível” que não percebe a existência da “mulher real” que o ama. Tem cenas muito engraçadas relativas a isso também. O final é lindo, mas não vou contar aqui, claro!

Destaque para a Fernanda Torres, a Vani de “Os normais”, hilária como sempre. A participação dela é curta, mas imprescindível para as gargalhadas nas cenas finais do filme.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dia da Bandeira!



Quando somos crianças, vemos na escola a definição da bandeira brasileira de acordo com suas cores. O verde seriam as matas, o amarelo as riquezas e assim por diante.


A definição das cores na verdade tem outro significado. A bandeira atual deriva da bandeira imperial que tinha as cores das casas reais de Bragança e Habsburgo, com o verde e o amarelo respectivamente. Além disso, estampava um brasão imperial, 19 estrelas representando as províncias da época (posteriormente foram alteradas para 20) e os ramos de café e açúcar, tão importantes para a economia do país.



Após a proclamação, em 1889, o desenho original foi aproveitado, substituindo apenas o brasão pela abóboda celeste com as estrelas, cuja quantidade representava o número de estados da nova federação. A quantidade foi modificada conforme foram sendo criadas mais unidades federativas. A faixa acrescida com o lema “ordem e progresso” vem das ideias do filósofo positivista Augusto Comte, que no lema original era “O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim”, significando os ideais republicanos. O dia escolhido é o 19 de novembro porque foi exatamente nessa data que ela foi apresentada e aprovada pelo Marechal Deodoro da Fonseca.

Bem, eis aí a história da bandeira.
O povo não sabe, mas o império ainda nos persegue.




Grande abraço!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Novembro de 1942: O começo do fim de Hitler

A máquina de guerra Alemã funcionava a todo vapor desde 1937 (durante a guerra civil espanhola) e 1939, data do estopim da Segunda Guerra Mundial. Confiante nos seus exércitos e convencido pelas inúmeras vitórias que havia conquistado durante todo o conflito, Hitler mudou o rumo da guerra em direção a União Soviética, em 1941, na conhecida “Operação Barbarossa”.

O plano dessa operação era o de conquistar a União Soviética e obter seus recursos naturais, para assim continuar a guerra. No primeiro ano de batalha, os alemães se deram bem e chegavam a adentrar 60 km por dia no território soviético. Cercaram Leningrado (São Petersburgo) e se aproximaram perigosamente de Moscow. Milhões de pessoas foram feitas prisioneiras ou assassinadas.


Rumando em direção ao Cáucaso, onde obteria grande quantidade de petróleo e cereais, Hitler repentinamente mudou de ideia. Desejava conquistar Stalingrado (atual Volgogrado) a todo custo, e assim humilhar Stalin perante seu povo, além de tomar uma parte estratégica da distribuição de mantimentos soviéticos. Para isso, o poderoso 6º exército foi enviado rumo à cidade com um contingente de 300.000 homens. Esperavam tomar Stalingrado rapidamente, como vinham fazendo com outras cidades européias, mas estavam enganados. A resistência nessa cidade causou a mais sangrenta das batalhas em toda a história, onde cerca de 2 milhões de pessoas foram mortas.


Em novembro de 1942 a estratégia alemã falhou perante os recursos praticamente ilimitados dos soviéticos e o rigoroso inverno russo. Os primeiros se viram enclausurados na cidade, sem recursos bélicos, combustível ou alimentos suficientes. No dia 2 de fevereiro de 1943 os alemães, em Stalingrado, se rendiam. Novembro havia marcado o começo do fim de Hitler.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Novembro, mês da revolução de outubro na Rússia!!

A Revolução Russa foi um conflito que assustou a Europa no início do século XX. As potências da época eram compostas por reinos, impérios e repúblicas que temiam a influência Marxista em seus países, e por isso repudiaram o novo estado que surgia com o fim da Rússia imperial e do Czarismo.


Erguida devido a uma série de derrotas do estado russo nas guerras, uma dura autocracia, e uma estrutura econômica precária, que deixava grande parte da população na miséria (a Rússia da época lembrava muito o sistema feudal), a revolução arrastou multidões e matou milhões de pessoas.


A guerra civil que se seguiu ao estopim da revolução, durou até o ano de 1921 e despojou a nobreza russa de seus bens, e de seus lideres. Fortunas gigantescas foram confiscadas e palácios e igrejas se transformaram em sedes de órgãos públicos, hospitais, escolas ou museus.


A família real e grande parte dos parentes do Czar foram assassinadas, com o intuito de extinguir a linhagem de sucessão ao trono russo. Os corpos da família de Nicolau II, o último Czar da Rússia (Miguel II, seu irmão, assumiu o trono com a abdicação de Nicolau, mas permaneceu por muito pouco tempo e não trouxe qualquer mudança na situação dos nobres, da revolução ou do czarismo), ficaram desaparecidos por muito tempo.


O sumiço dos corpos e o depoimento de alguns dos soldados que se encontravam na casa Ipatiev no dia do assassinato, gerou a lenda de que Anastácia, uma das filhas do Czar, teria sobrevivido ao massacre da família em Ekaterinenburg, lenda essa que perdurou por todo o século XX, mas foi desmistificada com o encontro dos corpos no fim dos anos 1990 e mais recentemente nos anos 2000.


Uma curiosidade sobre a revolução e sua comemoração na Rússia: Apesar de ser chamada revolução de outubro, ela aconteceu em novembro devido ao calendário russo utilizado na época ainda ser o “Juliano” e, portanto, diferente do calendário “gregoriano”, ocidental. 


-- Thiago Amorim

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dica da semana: Filme

Na sexta-feira estava meio "Piongo" e resolvi ver quais os filmes que passavam no HBO.
Para minha surpresa estava passando um musical, Hairspray, e fiquei um pouco desinteressado, afinal, Musicais nunca foram o meu forte no "quesito" filmes.
A película começava com a correria de Tracy e sua amiga Penny a fim de chegar a tempo em casa e ver um programa de TV de Baltimore, sua cidade natal.
Esse programa mostrava jovens da região dançando e tinha grande audiência por lá.
O sonho de Tracy era o de participar do programa, mas por ser gordinha e baixinha todos apostavam na sua incapacidade. Na verdade a menina era uma grande cantora e dançarina, e quando uma das garotas do programa foi afastada por estar grávida, um concurso foi aberto possibilitando que Tracy corresse atrás do seu sonho. É bem óbvio que ela conseguiu. Hehe.
A história se passa nos anos 60 e por isso "no pano de fundo" do filme há o tema racismo. Para quem não sabe, nessa época havia grande segregação e preconceito contra os negros nos EUA (isso não parece ter mudado muito). O programa de TV que passa no filme tem até mesmo um dia no mês apenas para os negros.
Destaque para John Travolta no papel da mãe de Tracy, ficou realmente hilário.
Na verdade a versão que assisti é a de 2007. Há uma versão de 1988 que pretendo ver também assim que possível.
No fim, a história que não teria me interessado por ser um musical, acabou me prendendo o tempo todo e eu ficava louco para dançar (nunca senti isso antes, kkk).
Um filme muito divertido.
Mais um para ver e rever.
Grande abraço!!